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Desigualdade de rendimentos nas freguesias de Lisboa

O município de Lisboa distingue-se do restante território português pelos rendimentos superiores dos seus trabalhadores. Contudo, o município regista níveis de desigualdade mais elevados do que a média nacional. E estas desigualdades não estão distribuídas de forma homogénea pelas freguesias do município.

Em 2009 o município de Lisboa tinha 408 837 trabalhadores, empregados em 35 376 estabelecimentos. O salário médio no município era de 1508 €, mais 500 € do que a média nacional desse ano. Se olharmos para o salário mensal médio tendo em conta o sexo dos trabalhadores, torna-se claro que os homens que trabalham no município de Lisboa recebem em média mais 33,7% do que a média nacional; para as mulheres, esta percentagem é de 30%. Se considerarmos as habilitações literárias dos trabalhadores, vemos que os trabalhadores com o nível 3 ou 4 da CITE são os que são mais recompensados por trabalhar no município de Lisboa; ganham, em média, mais 20,7% do que trabalhadores portugueses com as mesmas habilitações literárias.

Em Lisboa, o rácio S80/S20 é de 6,7. Isto significa que os rendimentos dos 20% mais ricos são quase sete vezes mais altos do que os rendimentos dos 20% menos ricos. Em Portugal este indicador é de 4,8. E em Lisboa os 20% com os rendimentos mais altos ganham 47,2% dos rendimentos totais. Esta percentagem também é elevada quando consideramos Portugal (44,7%).

Considerando, por um lado, os benefícios ao nível dos rendimentos que Lisboa tem face ao resto do país, e, por outro, o nível mais elevado de desigualdades que este município apresenta, tentámos perceber estas aparentes contradições recorrendo a uma análise de agrupamento de dados, em que a freguesia é a unidade de análise. As variáveis “rendimento mensal médio”, “classificação das actividades económicas dos estabelecimentos” e “dimensão dos estabelecimentos” foram usadas para esta análise e permitiram-nos definir quatro tipos de configuração de estabelecimentos económicos nas freguesias do município de Lisboa.

O primeiro perfil identificado, chamado “Tamanho maior; predominância de actividades administrativas e financeiras; rendimentos elevados” inclui treze freguesias: Campolide, Coração de Jesus, Mártires, Santa Engrácia, Santa Isabel, Santa Maria dos Olivais, São Domingos de Benfica, São João de Deus, São José, São Mamede, São Nicolau, São Paulo e São Sebastião da Pedreira. Estas são as freguesias em que os estabelecimentos são maiores: em média têm 13,3 trabalhadores (um número mais alto do que a média do município – 11,5 trabalhadores). Neste agrupamento, 19,1% dos estabelecimentos dedicam-se a actividades administrativas ou a serviços de apoio e 13,6% a actividades financeiras e de seguros. Actividades de informação e comunicação também apresentam uma percentagem relevante neste agrupamento: 8,4%.

As onze freguesias seguintes entram no segundo perfil, “Tamanho médio; predominância de actividades administrativas e financeiras; rendimentos medianos”: Alcântara, Alvalade, Campo Grande, Encarnação, Lapa, Lumiar, Nossa Senhora de Fátima, Prazeres, Santa Catarina, São Cristóvão e São Lourenço e São Jorge de Arroios. Aqui os estabelecimentos têm uma média de 9,5 trabalhadores. Actividades administrativas e serviços de apoio correspondem a 24,2% dos estabelecimentos.

O perfil “Tamanho médio; predominância de actividades administrativas e de comércio; rendimentos medianos” refere-se a catorze freguesias: Ajuda, Alto do Pina, Ameixoeira, Benfica, Carnide, Madalena, Marvila, Mercês, Pena, Sacramento, Santa Maria de Belém, Santo Estêvão, Santos-o-Velho e São Francisco Xavier. Em média, os estabelecimentos deste agrupamento têm 9,1 trabalhadores. A actividade “comércio grossista ou a retalho, reparação de veículos a motor e motas” inclui 18,8% dos estabelecimentos (no município a percentagem desta actividade é de 13,2%) e as actividades administrativas e serviços de apoio correspondem a 25% dos estabelecimentos deste agrupamento.

Finalmente, “Tamanho pequeno; predominância de actividades de comércio e serviços alimentares; rendimentos baixos” é o perfil de quinze freguesias: Anjos, Beato, Castelo, Charneca, Graça, Penha de França, Santa Justa, Santiago, Santo Condestável, São João, São João de Brito, São Miguel, São Vicente de Fora, Sé e Socorro. Como o nome do agrupamento indica, aqui os estabelecimentos têm um número mais baixo de trabalhadores: em média 6,2.

O agrupamento em que o rácio S80/S20 é mais baixo é o agrupamento “Tamanho pequeno; predominância de atividades de comércio e serviços alimentares; rendimentos baixos”: 4,0. Neste agrupamento os 20% mais pobres têm 10,4% do rendimento total, a percentagem mais elevada dos quatro agrupamentos. Isto é, apesar de este ser o agrupamento com o rendimento mensal médio mais baixo, é também o agrupamento onde há uma desigualdade de rendimentos entre trabalhadores mais baixa.

Conclusão

No que diz respeito aos rendimentos dos trabalhadores, o município de Lisboa está em vantagem quando comparado com o resto do país. Em 2009 o rendimento mensal médio do município era superior em 458 € ao rendimento médio nacional. A diferença entre os sexos mostra que a disparidade é maior entre os homens do que entre as mulheres; estes ganhavam mais 579 € (33,7%) em Lisboa do que a nível nacional, estas mais 385 € (30%). Ainda assim, as mulheres que trabalham em Lisboa apresentam um rendimento médio mensal superior ao dos homens quando se considera a realidade do país.

Analisando os rendimentos médios dos trabalhadores tendo em conta as suas habilitações literárias mostra que também aqui o município de Lisboa se destaca face ao resto do país: independentemente das habilitações literárias dos trabalhadores, em média os rendimentos em Lisboa são mais altos do que os rendimentos nacionais.

Para mais, as discrepâncias entre Lisboa e Portugal relacionadas com as habilitações literárias dos trabalhadores revelam-se não só no nível dos salários, mas também no perfil escolar dos trabalhadores. No município de Lisboa as percentagens de trabalhadores com o nível 5 ou 6 ou 3 ou 4 da CITE são substancialmente superiores, enquanto que a relevância daqueles que têm o nível 2 ou 0 da CITE é mais baixa.

Mas a posição aparentemente privilegiada de Lisboa face ao resto do país esconde situações de maior desigualdade e disparidade salarial. O rácio S80/S20 no município de Lisboa é de 6,7, enquanto que, se considerarmos todo o país, o valor deste indicador é de 4,8. Isto significa que apesar do rendimento mensal médio no município de Lisboa ser mais alto do que o nacional, há uma maior disparidade de rendimentos.

A análise de agrupamento de dados desenvolvida aqui, em que as freguesias foram a unidade de análise, permitiu-nos ficar a conhecer a distribuição espacial das desigualdades no município de Lisboa. Identificámos quatro grupos de freguesias, em que aquele com o rendimento médio mais elevado é também atravessado por um maior nível de desigualdade. Pelo contrário, o grupo de freguesias onde, em média, o rendimento médio é mais baixo é também o grupo em que as desigualdades nos rendimentos dos trabalhadores são menos pronunciadas.

Por outro lado, o agrupamento com o rendimento mensal médio mais alto e com os níveis de desigualdade mais acentuados é o mesmo em que as habilitações literárias são mais altas. No agrupamento menos desigual e com os rendimentos médios mais baixos, as habilitações literárias dos trabalhadores são as mais baixas do município.

Operação Stop: O que fazer e como reagir

Uma Operação Stop é um dos encontros mais frequentes entre automobilistas e a polícia. Regra geral, os agentes param um veículo se tiverem razões para suspeitar que foi cometida uma infração. Enquanto condutor, pode sentir-se ansioso, irritado com a demora ou preocupado com uma possível multa. Contudo, os agentes também estão preocupados com possíveis ameaças à sua segurança enquanto cumprem o seu dever.

Há muitas razões diferentes pelas quais pode ser parado por um dos nossos agentes.

  • Pode ter cometido uma infracção de trânsito.
  • Pode corresponder à descrição do suspeito de um incidente recente.
  • O agente pode achar que está com algum problema, precisa de ajuda, ou está de alguma forma em risco.
  • Pode ter testemunhado um crime.

Independentemente da razão, o agente precisa da sua colaboração.

Se for parado por um agente enquanto conduz, pode sentir-se confuso, ansioso ou até zangado. Estes sentimentos são naturais, mas não se esqueça de que as Operações Stop também são estressantes e perigosas para os nossos agentes. Só no ano passado, sete agentes da autoridade morreram e muitos outros ficaram gravemente feridos durante Operações Stop de rotina. As Operações Stop são particularmente perigosas durante o período noturno. A preocupação compreensível com a segurança de automobilistas e agentes da autoridade é a base para os procedimentos policiais.

O que deve então fazer se for parado?

Primeiro, tenha em consideração que há uma forma correta de parar durante uma Operação Stop. Não trave a fundo quando vir as luzes rotativas. Deve abrandar imediatamente o seu veículo e ligar o pisca. Encoste para a berma ou para uma rua lateral. O objetivo é parar o seu carro de forma a que não interfira com o trânsito. Se não for um sítio seguro para parar, conduza lentamente até um local mais apropriado. Permaneça no carro com o cinto apertado e desligue o rádio. Se tiver algum passageiro no seu veículo, peça que fique em silêncio durante todo o processo e com as mãos visíveis.

Deixe o agente à vontade. Desligue a ignição, fique no carro e mantenha as mãos no volante. Durante a noite, ligue a luz interior. Tenha à mão a carta de condução e documentos do carro, incluindo os do seguro, e esteja preparado para os apresentar ao agente caso sejam solicitados. Seja educado, permaneça calmo e não se queixe. Deixe as mãos vazias e visíveis (no volante, por exemplo), para que o agente as consiga ver durante todo o processo. Nunca toque ou resista ao agente enquanto este desempenha os seus deveres.

Se sentir que não foi tratado corretamente, fale com um supervisor ou leve a sua queixa a tribunal depois de terminada a Operação Stop. O agente não tem que o informar da razão para o ter parado antes de lhe solicitar que apresente os documentos necessários, como carta de condução, documentos do carro, seguro, etc. O agente pode legalmente ordenar-lhe, assim como a qualquer passageiro, que saia do carro a qualquer momento durante a Operação Stop; não tem o direito de falar com um supervisor ou com qualquer outra pessoa antes de cumprir as solicitações do agente, desde que dentro da lei.

Se for parado por um agente, lembre-se:

  • Um agente pode pará-lo a qualquer momento por uma infracção de trânsito ou investigação criminal.
  • Quando vir as luzes rotativas e/ou ouvir a sirene, mantenha-se calmo e encoste paralelamente e com segurança à direita da estrada.
  • Permaneça no seu veículo a não ser que o agente lhe peça para sair.
  • Mantenha as mãos no volante para o agente as conseguir ver.
  • Evite movimentos repentinos, sobretudo na direcção do chão, do banco de trás ou do banco do passageiro.
  • Espere que o agente lhe peça a sua carta de condução e outros documentos antes de pegar neles. A lei do estado da Geórgia obriga os condutores a apresentar a sua carta de condução, documentos do carro e do seguro quando solicitados.
  • Se os documentos estiverem fora do seu alcance, diga ao agente onde estão antes de lhes pegar.
  • Se a Operação Stop acontecer durante a noite, ligue as luzes interiores para o agente conseguir ver facilmente que está tudo em ordem.
  • Enquanto condutor, é responsável pelo seu veículo e pelos seus ocupantes. Se houver passageiros no seu veículo, encoraje-os a manter-se calmos e a colaborar com as instruções do agente.
  • Seja honesto com o agente. Se de facto não viu o sinal de Stop ou não tinha noção do limite de velocidade, informe o agente.
  • Mais do que um agente pode estar presente numa Operação Stop para garantir que está tudo bem. É normal estarem dois ou três veículos policiais numa Operação Stop de rotina.
  • Se lhe passarem uma multa, aceitá-la ou assiná-la não é uma admissão de culpa. Se achar que as instruções ou as razões para o terem parado são vagas ou pouco claras, peça mais detalhes ao agente.
  • Evite ser argumentativo. Discutir não vai fazer o agente mudar de ideias. Terá a oportunidade de contestar a multa em tribunal.
  • O cumprimento das leis de trânsito ajuda a manter toda a gente segura.

Cada situação é única e os agentes da autoridade têm que alterar as suas respostas para se adequarem às circunstâncias. Normalmente, os agentes da autoridade:

  • Comunicam o seu nome se isso lhes for pedido.
  • Se estiverem à paisana, apresentam a devida identificação; pode pedir para analisar as suas credenciais para confirmar que são de facto polícias.
  • Se estiverem num carro não identificado, usam luzes rotativas. Compreendem se conduzir lentamente até uma zona bem iluminada ou mais populosa antes de parar o seu veículo.
  • Informam as pessoas das razões pelas quais foram paradas.
  • Só prendem uma pessoa se tiverem causa provável para acreditar que a pessoa cometeu um crime.
  • Podem revistar uma pessoa para evitar ferimentos a si próprios ou outras pessoas, ou para impedir a alienação ou destruição de provas.